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Veja cronologia do caso de bebês trocados em hospital de Goiás Em 2024, dois casais denunciaram que seus filhos haviam sido trocados após o parto no Hospital...

De foto ao nascer a indenização de R$ 1 milhão: veja cronologia do caso de bebês trocados em hospital de Goiás
De foto ao nascer a indenização de R$ 1 milhão: veja cronologia do caso de bebês trocados em hospital de Goiás (Foto: Reprodução)

Veja cronologia do caso de bebês trocados em hospital de Goiás Em 2024, dois casais denunciaram que seus filhos haviam sido trocados após o parto no Hospital da Mulher, em Inhumas. Essa é a história de Cláudio, Yasmin, Isamara e Guilherme, que precisaram destrocar seus bebês após três anos de convivência por determinação judicial. De foto com a mãe biológica ao nascer até a determinação de indenização de R$ 1 milhão, relembre o caso nesta reportagem do g1. Em nota sobre a indenização enviada nesta quarta-feira (20), o Hospital da Mulher de Inhumas disse que o seu departamento jurídico está analisando tecnicamente a decisão e se haverá recurso. Afirmou, ainda, que a troca foi um único caso isolado em mais de 60 anos de existência do hospital e mais de 30 anos de gestão (leia a íntegra da nota ao final da reportagem). ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Nascimento e foto – outubro, 2021 Os meninos nasceram no dia 15 de outubro de 2021, com apenas 14 minutos de diferença, no Hospital da Mulher. Naquele dia, Yasmin Kessia da Silva chegou a tirar uma foto com o filho biológico logo após o parto. A criança usava uma pulseira de identificação. Yasmin Késsia da Silva fez foto com o filho antes da troca de bebês, em Goiás Arquivo pessoal/Yasmin Késsia Separação e DNA – outubro, 2024 O início da descoberta da troca só aconteceu três anos depois, quando o casal Cláudio Alves e Yasmin se separou, pois o pai pediu um exame de DNA para comprovar a paternidade do filho. O exame de DNA foi realizado no dia 31 de outubro de 2024, mas o laboratório pediu uma contraprova, que confirmou que o filho não era biologicamente compatível com o casal. LEIA TAMBÉM: DENÚNCIA: Meninos foram trocados após o nascimento em hospital de Inhumas, denunciam pais INVESTIGAÇÃO: Polícia conclui que não houve crime e pede arquivamento do caso INDENIZAÇÃO: Hospital onde bebês foram trocados ao nascer em Inhumas é condenado a pagar indenização de R$ 1 milhão A outra família - novembro, 2024 Bebês foram trocados após o nascimento em hospital de Inhumas, Goiás, denunciam pais Gilmara Roberto Com o choque da descoberta, Yasmin se lembrou da família que estava no hospital no mesmo dia do parto e entrou em contato com eles por meio de um pastor. Após o alerta de Yasmin, o casal Isamara Cristina Mendanha e Guilherme Luiz de Souza também fizeram o exame de DNA com o filho, que confirmou a desconfiança. "Foi um dia muito triste. O pior dia da minha vida. Ficamos com medo de perder o nosso filho, que a gente criou. Eu e minha esposa dedicamos todo nosso tempo para os nossos filhos. Foi uma sensação de perda, de morte e de luto. Não desejo pra ninguém", disse Guilherme. Denúncia - novembro, 2024 Meninos foram trocados após o nascimento em hospital de Inhumas, Goiás, denunciam pais Reprodução/Arquivo Pessoal As famílias denunciaram o caso à polícia em novembro de 2024, quando tinham a prova de que não estavam com seus filhos biológicos, mas ainda não haviam feito o exame que comprovava a troca entre eles, pois era preciso uma autorização judicial. "É um choque muito grande. Não tenho estrutura psicológica para isso. Somos uma família só. A gente só quer paz. Nesse momento de tanta tristeza e dor que estamos vivendo, o que a gente quer é uma solução", afirmou Cláudio na época. Após a denúncia, a administração do Hospital da Mulher informou que ofereceu todas as informações e documentos necessários para investigação e que tinha todo o interesse em esclarecer os fatos. Confirmação da troca - dezembro, 2024 No mês seguinte, um exame de DNA solicitado pela Polícia Civil acabou com as dúvidas das famílias e confirmou a troca entre os bebês. O resultado apontou que, de fato, o filho de Isamara e Guilherme foi trocado após o nascimento com o filho de Yasmin e Cláudio. "Recepcionamos na data de hoje 13/12/2024, o resultado do Exame de DNA requerido pelo Delegado de Polícia responsável pelo inquérito sobre a troca de bebês em Inhumas, o resultado foi conclusivo atestando o que se esperava", dizia a nota emitida pelos advogados das famílias. Saiba como crianças foram trocadas em maternidade de Inhumas Investigação - março, 2025 A Polícia Civil começou a investigação após a denúncia da família. No relatório do inquérito policial, concluído no dia 18 de março, a polícia pediu o arquivamento por entender que não houve crime. O delegado Miguel da Mota Leite Filho afirmou que a identificação dos bebês foi feita de forma correta pelo hospital. Segundo a polícia, a confusão ocorreu por parte de uma técnica de enfermagem, de 47 anos, na hora de entregar os recém-nascidos aos pais. Pais denunciam troca de bebês em hospital de Inhumas, Goiás Gilmara Roberto Bebês destrocados – outubro, 2025 Sete meses após a conclusão do inquérito, a Justiça determinou que os bebês fossem devolvidos às famílias biológicas. Depois de quatro anos de convivência, as crianças passaram por uma mudança gradual na troca e continuam vivendo com duas famílias. Além disso, as certidões foram retificadas e têm os nomes de dois pais e duas mães. Indenização - maio, 2026 Hospital em Inhumas, Goiás, que pais denunciam ter trocado bebês em 2021 Gilmara Roberto No dia 16 de março deste ano, o Hospital da Mulher foi condenado a pagar uma indenização de R$ 1 milhão por danos morais ocasionados pela troca dos bebês. Segundo a sentença em primeira instância, cada um dos pais deve receber R$ 250 mil. Após a sentença, um dos pais, que preferiu não ser identificado, concedeu uma entrevista ao g1 e disse que nenhum valor financeiro seria suficiente para reparar o erro cometido com as duas famílias. "Dinheiro nenhum vai cobrir o que a gente está passando, até mesmo na adaptação das crianças, que é o que a gente está sofrendo. Só a gente sabe o que está passando", disse o pai, que pediu para não ser identificado porque o processo tramita em segredo de Justiça. Hoje, os meninos continuam convivendo com as duas famílias por meio de guarda compartilhada, mas ele revela que a adaptação tem sido difícil: "Eles não aceitaram ainda o pai biológico deles. Na cabecinha deles, os pais que os criaram são os pais deles", afirmou. Como a decisão foi proferida em primeira instância, o hospital ainda pode recorrer. Leia a íntegra da nota do Hospital Municipal da Mulher: "O Hospital São Sebastião de Inhumas, assim como durante todo o processo e investigação policial, reitera que se posicionará apenas nos autos do processo. Todavia, esclarece que em relação à sentença proferida nos autos, já tomamos conhecimento de seu inteiro teor, e que o departamento jurídico está analisando tecnicamente a situação e, se for o caso, será apresentado o recurso cabível. Importante ainda salientar que o ocorrido trata-se de um único caso isolado mais de 60 anos de existência do hospital e mais de 30 anos desta gestão. As medidas de segurança e procedimento operacional padrão existentes sempre demonstraram perfeitamente seguros, e foram rigorosamente revisados após o ocorrido, de modo a garantir ainda mais segurança aos pacientes. Ass.: Dep. Jurídico do Hospital São Sebastião de Inhumas" 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás